Bar da Piscina - O papo aqui é sobre natação


Foto: MARWAN NAAMANI

Apesar do tom da entrevista, espero que a Seletiva Olímpica não tenha sido o "adeus" do Cesar Cielo. Não que ainda falte a ele conquistar algo, não que ele tenha algum débito com os torcedores ou algo a provar pra alguém. Mas o fato é que é difícil se despedir de um ídolo. Eu acompanhei toda a carreira do Gustavo Borges, desde aquele 49"51 absurdos feitos em Havana-1991, até o melancólico revezamento 4x100 de Atenas 2004, eliminado nas eliminatórias, posso dizer como foi triste constatar que aquele cara que deu tantas alegrias pra gente não estaria mais nas competições, mas Gustavo preparou sua despedida. Ainda que fosse difícil, ele foi ensinando a gente a aceitar que seu ciclo estava se encerrando e que só nos restava aguardar...

 

Ai vem Cesar Cielo e muda o patamar! A cada caída na água esperávamos mais dele e ele, correspondia. Ouro olímpico!? Feito! Recorde Mundial? Feito! Sub 21", sub 47"? feito!  Bi, Tri Mundial? Feito!  Ele nos mal-acostumou e talvez nós o fizemos aumentar ainda mais a auto-cobrança que ele mesmo se impõe. Mas César, veja bem, já entendemos que vc é um herói bem parecido com esses de história em quadrinhos. Você tem seu lado humano, que assim como qualquer um de nós, tem suas imperfeições e falhas... E quer saber? Tudo bem, amigo! Sem problemas! Você continua sendo inegavelmente um ídolo e um marco na história do nosso esporte. Aliás, aproveite que agora vc teve sua identidade secreta revelada e relaxe... treine com a equipe, vá nadar um regional lá no Corinthians, sem placar eletrônico mesmo, talvez até com um pouco de chuva. Nade 50 crawl e 50 borbo.. quem sabe até 50 costas pra experimentar a sensação de nadar rápido olhando pro céu... vá com a seleção para os treinos em altitude, brinque, poste fotos engraçadas, sei que agora vc é um pai de família, mas todo pai de família ainda guarda seu lado moleque dentro de si... Nade mais,. divirta-se mais, aproveite mais o carinho e admiração que vc conquistou estando mais perto de quem sempre  teve fascinação em te ver nadar: o povo brasileiro! Permita-se, Cesar! Seja feliz, Cesar!  E vai com calma! Deixa a gente se acostumar aos poucos a ter você nadando apenas nas nossas lembranças. Ainda há muita piscina a sua espera, basta você reencontrar a felicidade nelas!  Obrigado! Até a próxima (assim nós esperamos)!!! 



Escrito por Rodrigo às 21h08
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Parabéns Gustavo quarentão! Você lembra onde estava quando completou 23 anos?

Neste 02 de Dezembro, Gustavo Borges completa 40 anos de idade! Uau! E eu lembro como se fosse ontem do dia que eu, então aos 14 anos, cheguei atrasado no treino para assistir aquela maluca final dos 100 metros nado livre em Barcelona. Eu um adolescente sonhador, Gustavo uma jovem promessa, começando a escrever sua história que muito influenciou os rumos da nossa natação.

Pra homenagear esse grande nome do nosso esporte, ai vai um vídeo da inesquecível dobradinha de Fernando Scherer e Gustavo Borges nos 100m livre no Mundial de Piscina Curta, realizado no Rio de Janeiro, em 1995, numa incrível piscina temporária montada nas areias de Copacabana. Uma prova disputada braçada a braçada sob os gritos eufóricos dos mais de 10 mil torcedores que compareceram naquele dia para presenciar um marco da história da nossa natação.

Ai você deve estar se perguntando: por que ele escolheu logo este vídeo? O primeiro motivo é o fato da prova ter ocorrido no dia do aniversário do Gustavo, ou seja, a exatos 17 anos atrás, o segundo motivo é que estamos às vesperas de um Mundial de Piscina Curta e estou pretendendo lançar uma série de posts com material a respeito daquela edição de 1995. O que acham?

 

 



Escrito por Rodrigo às 21h05
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


As despedidas, as memórias e tudo aquilo que não teve fim

Acabou de acabar o Open de Natação. Eu sempre me sinto um pouco "abandonado" quando um evento de natação termina, mas hoje, esta sensação foi diferente. Esta competição foi marcada pela despedida (emocionada e emocionante) da Flavia Dellaroli, as últimas braçadas do Rodrigo Castro e, possivelmente, da Fabiola Molina. Três figuras constantes e importantes da natação brasileira.

Vendo a forma como cada um lidou com o fim da sua carreira e, principalmente quando a Flavia disse na última entrevista que iria "descobrir como seria sua vida sem a natação", voltei no tempo, lá em 1995. Eu tinha 17 anos e parei de nadar! Nenhuma semelhança com o fim da carreira dos super-atletas mencionados acima, e quando eu digo nenhuma é nenhuma mesmo!

Não planejei parar de nadar, pra falar a verdade, não queria parar de nadar. Aos 17 anos eu ainda tinha sonhos, motivação e fôlego pra treinar muito. Enquanto via meus amigos parando, desesperados pra por fim na angústia que havia se tornado cada seção de treinamento para eles, eu me via sucumbir à sensação de frustração de querer continuar e não conseguir. Parei pra trabalhar e fazer faculdade. Ponto final!

A minha descoberta da "vida pós-natação" foi terrível. Eu estudava de manhã e entrava no trabalho às 13h30 em bairros completamente opostos da cidade. Por anos e anos quando chegava por volta das 14hs, que era o horário que eu começava a treinar, meu coração acelerava, eu pensava "um treino a menos, quando voltar já estou em desvantagem". Sim! Eu imaginava que voltaria, por isso, toda quarta-feira, antes de entrar pra primeira aula, ia na casa lotérica que ficava ao lado da faculdade e fazia uma fezinha na super sena (que não existe mais) e saia com a certeza absoluta que no dia seguinte, já milionário, chutaria tudo pro alto e voltaria pra piscina. Assim os anos de faculdade passaram, a vontade permaneceu, e a super-sena não saiu!

Mas agora, já formado, eu pelo menos teria um período pra treinar! Tudo bem, depois de 3 anos nadando de sábado e domingo (quando assim era possível), podia voltar a nadar com mais frequência. Mas pra que? Não haviam mais competições pra almejar, exceto aquelas que a própria academia onde treinei a vida toda realizava. Ok! Era o que tinha pro momento e era o que eu ia aproveitar. Eis que, em 2000, descobri a natação Master! Ehhhhhh! E com o tempo fui percebendo que poderia conseguir no Master tudo que não tinha tido tempo pra tentar enquanto era juvenil. E dessa vez seria tudo muito melhor. Eu não dependia de clube ou academia, pagava e fazia minhas próprias inscrições. Eu não precisava de um técnico pra me dizer que trabalhando e estudando era melhor parar de nadar. Eu fazia meu próprio treino, no horário que dava do jeito que dava e, acima de tudo, eu acreditava! Era a natação voltando pro "colinho do papai"!

E as coisas começaram a acontecer. Muitas competições, novos amigos, novas experiências. Nadei um paulista! Nadei um brasileiro! Ganhei em 1 ano muito mais medalhas que ganhava quando estava na ativa, aliás, me dei conta naquela época de como competia pouco! Eram 5 ou 6 competições por ano, enquanto no master cheguei a nadar 3 competições no mesmo fim de semana! O mais incrível: melhorava meus tempos de juvenil, mesmo treinando muito menos. Era a natação sorrindo pra mim de novo!

Em 2002, a primeira frustração master. Iria participar do sul-americano master! Minha primeira competição internacional. Uma gripe, sinusite, perfuração no timpano, primeira competição internacional adiada! Mais uma vez era a natação escapando das minhas mãos. Mas drama superado, a "carreira" de nadador master continuava a todo vapor. Aos 25 anos e, agora sim, oficialmente master, já conseguia estar no pódium de várias competições fortes, mesmo em meio a atletas que ainda estavam na ativa ou que eram "recém-aposentados".

Em 2004, durante a 2ª etapa do Circuito Paulista de Natação, realizado no clube Paulistano, fui nadar os 50 metros livre. Prova que nunca gostei muito. Nunca me esqueço que nadei a série posterior a do Fernando Scherer, o Xuxa! Na mesma raia! Ele já era da categoria 30+. E foi muito bacana, de certa forma, compartilhar a raia com um medalhista olímpico, aliás, em 2002, tive uma emoção ainda maior quando nadei 100 costas na mesma série que o Ricardo Prado que foi minha maior inspiração na infância. Enfim, voltando aos 50 livre: aos seus lugares, "Tchibum"... "que saída estranha", pensei enquanto tentava voltar da submerção que tinha sido maior do que eu desejava,  acelera...acelera...acelera... toquei na borda com a sensação e a certeza de ter nadado muito mal. E nadei mesmo! Mas de longe era a pior sensação que me tomava no momento. Tinha algo errado com meu ouvido direito. Parecia meio tampado, meio "desmontado", chacoalhava a cabeça e a sensação piorava.

Nao demorou muito e aquele pequeno incomodo foi virando um mal-estar. Muitos colegas da equipe, vendo meu desconforto, tentaram me ajudar, até que uma amiga pediu para um nadador da equipe que tinha problemas com ouvido me ajudar. Não cito o nome deste imbecil, mas me dou o direito de me referir a este cidadão como um grandissíssimo filho da p...(perdão pelo palavrão). Continuando, então o filho da p... , com muita má vontade, trouxe um frasco com álcool absoluto e me disse "pinga ai!". Eu nunca tinha usado aquilo, então, com o frasco na mão - e passando muito mal- perguntei "quantas gotas?". Ele, então, arrancou o frasco da minha mão e disse "Deixa, que eu pingo pra vc!", encostou a ponta do frasco no meu ouvido e proferiu um jato de álcool fortíssimo. Imediatamente senti queimar minha cabeça, a coluna formigava, fui perdendo a firmeza das pernas e parecia estar perdendo todos os movimentos. Só lembro da sensação horrível de estar perdendo os sentidos, de perceber um líquido amarelado sair do meu ouvido e do grandissíssimo filho da p... rindo, o que na hora me fez perceber que não havia sido um ato falho do idiota, mas uma maldade calculada.

Num rápido flashback, pra tentar não me alongar demais na pior parte desta história, depois de passar 2 horas quase desacordado no ambulatório do Paulistano, voltei pra casa e a partir dai foram 3 meses de tratamento de uma infecção fortíssima que quase virou meningite pois o jato de álcool devastou meu timpano e chegou a queimar a membrana que protege o cérebro, tive uma ocorrência de queda de plaquetas, que me afastou por 10 dias do trabalho, 6 meses sem sentir qualquer tipo de gosto do lado direito da boca, pois o álcool queimara algumas células do nervo facial, perda auditiva de 60% e  um zumbido insuportável que me deixou sem dormir por meses. Nesta época, passei por vários médicos, todos afirmavam a necessidade de cirurgia, mas muitos me diziam que mesmo após a cirurgia, voltar a nadar era improvável. Nada me atormentava mais do que essa possibilidade. Nem o medo da cirurgia, nem o zumbido enlouquecedor, muito menos a possibilidade de perder definitivamente a audição do ouvido direito. Eu só queria poder voltar a nadar!

Seis meses depois, lá fui eu pra faca! Cirurgia feita! Recuperei um pouco a audição, o zumbido continuava, mas parecia mais brando. Meses de tensão, pois o enxerto realizado no tímpano ainda poderia ser rejeitado pelo organismo e babau! Todo dia era uma tensão, medo de espirrar, medo de rir, medo de barulho. Medo!

Quando estava prestes a completar 1 ano sem, se quer, tocar os pés na piscina, o médico me liberou a voltar a nadar. Nunca vou esquecer "nade, mas proteja sempre seus ouvidos, use protetor, touca, pra sempre. E esqueça mar, rio, lagoa. Só piscina!". Lá fui eu sedento pra retomar a vida que tinham me roubado. Calção, protetor, touca, eu a piscina e... medo! De repente tudo que eu mais gostava me dava pânico! Hesitei pra colocar o rosto na água. Quando senti uma pequena gota d'água invandindo o ouvido por uma brechinha do protetor, travei! Já não curtia mais as braçadas, pensava na água, na infecção, na dor, na cirurgia. Nadar já não era um prazer, ou melhor, era um prazer com culpa! Mas persisti e, um mês depois, inflamação. "Fud..! Pensei eu. O enxerto foi pro espaço." Não foi isso, graças a Deus, mas mais uma vez longe da natação por mais 6 meses.

Nos anos que se seguiram vivia uma alternância, nadava 2 meses, parava 4. Já não podia fazer planos com a natação. Na verdade, nem queria. Planeja e me frustrava. Já eram 4 anos nessa história, indo a médico todo mês, desconforto, muitos reais gastos com toucas, protetores, remédios, tratamentos, terapias e pouco, muito pouco resultado. Em 2009, então, resolvi parar de tentar, decidi me apaixonar por outro esporte e, pra isso, a ideia era ficar longe de natação. Não assistir na TV, não ir às competições dos amigos, não acessar resultados pela internet. Nada! Natação, eu não quero mais você!

O negócio era correr. Lá fui eu! Troquei a touca pelo tênis e "simbora..." Participei de uma corrida. Legal! Na segunda fui ainda mais rápido. Na terceira, já tinha metas mais ambiciosas, na quarta "o que que eu estou fazendo aqui?", na quinta "preciso procurar outro esporte", na sexta "se eu continuar nessa droga, vou ficar igual a esse bando de gente com problema no pé, no joelho, na coluna, ai, além de surdo, vou ficar manco e corcunda". Não dava mais! Correr me fazia bem, mas não era nadar. Podia agregar, mas jamais substituir o esporte que me fez ser quem eu sou, que me deu os amigos, os bons momentos, as lembranças.

Em 2010 resolvi tentar de novo. Aceitei o fato de que as coisas não seriam mais como antes. O lema seria "nadar pouco, mas nadar sempre!". Desde então, nado não mais que duas vezes por semana. Quando sinto que algo pode estar estranho, paro por uma ou duas semanas. Participo de algumas competições, coloco metas bem menos ambiciosas e reaprendo, pouco a pouco, a ter a natação na minha vida de outra forma.

Nunca desejei parar de nadar! Nunca marquei uma data pra deixar de ser nadador. A vida tratou de preparar pra mim algumas despedidas forçadas que eu sempre tentei reverter para um "até logo...". Hoje, quando a Flávia Dellaroli deu sua última entrevista, findando uma carreira tão bem sucedida, com tantos sonhos realizados, eu percebi que, apesar de não ter nada que pudesse me comparar a ela, havia em suas palavras algo que nos tornava iguais. Ela dizia algo mais ou menos assim: "não são as medalhas, não são as conquistas nem o dinheiro. É a felicidade e a satisfação de fazer aquilo que se gosta, que dá prazer". É isso! Simples assim! E pra esse tipo de coisa, não dá pra dizer adeus.

Satiro Sodré/CBDA



Escrito por Rodrigo às 18h03
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Pelo fim dos cargos vitalícios nas Confederações esportivas

Pessoal,

está rolando uma petição pública com o objetivo de mudar a forma como são conduzidas as eleições nas confederações esportivas aqui no Brasil. Vou tentar ser "curto e grosso" na explicação: não é justo, nem benéfico ao esporte que organizações que recebem dinheiro público sejam controladas por dirigentes que se perpetuam no cargo, fazendo da confederação um bem próprio, por isso, está petição pública quer arrecadar 10 mil assinaturas pra conseguir mudar isso, limitando o tempo que um dirigente possa ficar no controle de uma instituição. Se você gosta do esporte e se preocupa aonde vai parar seu rico e suado dinheirinho que escorre pelos seus dedos através dos impostos, vamos nos mobilizar e atingir logo estas 10 mil assinaturas!

Ai vai o endereço da petição:

https://www.change.org/pt-BR/peti%C3%A7%C3%B5es/cob-cpb-e-confedera%C3%A7%C3%B5es-elei%C3%A7%C3%B5es-a-cada-4-anos-auditoria-plano-nacional-p%C3%BAblico-privado

Vamos ajudar nosso esporte a crescer e se tornar, de fato, um bem público!

 



Escrito por Rodrigo às 09h56
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Essa semana tem OPEN! Oba!

Começa na próxima quarta-feira, dia 07 de novembro, o VIII Open CBDA de Natação em Guaratingueta/SP. Esta é uma competição relativamente nova, que nasceu em 2005 complementando o Campeonato Brasileiro Jr/Sr de Verão. Competição que já começou com o pé direito, quando na primeira edição, na "abençoada" piscina do Internacional de Regatas em Santos, o nadador Kaio Márcio voou e fez um tempaço nos 50 metros borboleta quebrando o recorde mundial da prova. Reveja!

 

Este ano, o Open servirá de seletiva para o Campeonato Mundial de Piscina Curta a ser realizado de 12 a 16 de Dezembro em Istambul-Turquia e a nossa torcida é que mais atletas juntem-se ao grupo de 10 atletas já classificados pra competição. Vale lembrar que Cesar Cielo não viajará para Turquia e Thiago Pereira ainda não decidiu se vai ou se fica, sendo assim, poderemos ter uma seleção brasileira desfalcada dos seus dois principais nadadores.

Que novos nomes surjam, que a geração 2016 comece a dar suas caras chegando na primeira competição internacional do novo ciclo olímpico. Vamos torcer! E pra inspirar os nadadores, segue o vídeo dos 200 livre do Open de 2008, que também foi realizado pós-Olimpíada e também valia como seletiva para o Mundial, neste caso, o de Roma 2009. Esta prova foi a escolhida para relembrar esta competição pois mostra o atleta Nicolas Oliveira nadando para o índice numa prova em que o Brasil precisa urgentemente de renovação!

 



Escrito por Rodrigo às 19h39
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Baú da Piscina - O retorno - Parte II

Dessa vez tirei do Baú um vídeo das Olimpíadas de 2004 -  Atenas. É a final dos 50 livre feminino.

Um vídeo interessante pra mostrar uma das mais fantáticas velocistas de todos os tempos, a holandesa Ingi De Bruijn que, inclusive, já bateu até recorde mundial  dos 50 borboleta nadando aqui no Brasil. Mas um vídeo que também servirá como uma homenagem à Flavia Delaroli Cazziolato, uma das principais nadadoras do Brasil, nossa melhor velocista e integrante de um seletíssimo grupo de nadadoras brasileiras que estiveram em uma final olímpica.

Flávia está se despedindo das competições em 2012, vai deixar saudades pela técnica, pelos resultados, pela simpatia e pela beleza.  Nosso time feminino, que já anda meio ruim das pernas, vai ficar ainda mais enfraquecido. É preciso reagir. Rápido!

Meninas, inspirem-se!



Escrito por Rodrigo às 18h33
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


"Baú da Piscina" - O retorno Parte I

Quando eu criei este espaço, lá nos idos de 2009, além da ideia de ter um espaço para falar sobre natação, comentar os resultados dos nadadores brasileiros e palpitar sobre todos os assuntos relacionados a este esporte que tanto amamos, eu tinha o desejo de compartilhar um material considerável que vim colecionando durante cerca de 22 anos.

Me interesso e coleciono material de natação desde 1990, quando efetivamente, comecei a levar o esporte um pouco mais a sério (entende-se isto por: saí da escolinha e passei a frequentar o que chamavam de "turma do treino"). São vídeos, recortes de jornal, revistas, enfim... um acervo do qual me orgulho e tenho muito apreço.

Estou tentando focar no Baú pra ver se a ideia de manter o blog atualizado vingará desta vez, então, assim como eu fazia nos treinos de base pra me manter motivado numa série de 5x5x400, vou tentar não pensar muito no trabalho que isso poderá dar, nem na ordem que vou postar as  coisas. Simplesmente vou botar a mão no baú e tirar algo de lá.

Pra começar, um recorte de jornal datado de 3 de janeiro de 1991 que apresenta a equipe brasileira que estava prestes a iniciar sua participação no Mundial de Perth - Austrália. A matéria fala um pouco sobre o evento e o modesto e acanhado objetivo da equipe brasileira e aproveita também para relembrar o nosso único campeão mundial a.C (neste caso antes de Cesar... rsrsrs)

Clique na imagem abaixo para vê-la ampliada!

 

 



Escrito por Rodrigo às 21h29
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


E a reforma continua...

Foi em novembro de 2009 que postei aqui neste blog as fotos que retratavam o total abandono das piscinas do Complexo Aquático Constâncio Vaz Guimarães, carinhosamente chamado por nós de Ibirapuera.

Confesso que na época não imaginava a repercursão que iria tomar aquele post. Logo em seguida recebemos a notícia que uma grande reforma já havia sido licitada e estava em vias de iniciar. E de fato, assim aconteceu.

Prevista para ser concluída em Agosto de 2010 (segundo informação não-oficial de um funcionário da Recoma - empresa responsável pela obra), apesar de estar em um estágio bem avançado, ainda em Outubro de 2012 (mais de dois anos depois do prazo previsto), a reforma ainda não foi concluída

Já com os novos azulejos e até blocos de partida, a piscina parece que vai ficar "show de bola", mas apenas olhando, não dá pra saber o que falta para a conclusão das obras. Só espero que estruturalmente tudo tenha sido trocado, porque desde os anos 80, o sistema hidráulico e de aquecimento estavam em precárias condições, não havia mais margem para reparos.

Ai vai uma foto de Agosto de 2012 (dois anos após início da Obra):

 

De agosto de 2011 (um ano depois do início da reforma):

 

E pra finalizar, um video deste velho blogueiro nadando nesta saudosa piscina, na 1ª etapa do Projeto Nadar de 1992. Aliás e o Projeto Nadar, hein!? Acabou!?

http://www.youtube.com/watch?v=FZU7l3UTw00&feature=share&list=UUYdUzjjMJ6RqX_WgyonnYfQ



Escrito por Rodrigo às 21h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Ah! Ah! Uh! Uh! A África do Sul é nossa!

Se o futebol deu vexame em 2010 lá na Copa da África, em 2011 a natação voltou na terra do Mandela pra mostrar que não somos só um país de chuteiras, mas que também tem gente muito boa vestindo touca e óculos! rsrs

O 2º dia no I International Invitational Swimming Meet 2011 foi ainda melhor do que ontem. Alguns tempos muito bons pra uma temporada que começou há poucos dias atrás para nós brasileiros. Confira!

50 peito Fem - OURO - Tatiane Sakemi - 32"99

100 peito Masc - OURO - João Luiz Jr - 1'02"09

100 Livre Fem - PRATA = Tatiana Lemos Barbosa - 56"19

200 Medley Masc - PRATA - Diogo Yabe - 2'04"43

100 Peito Masc - BRONZE - Raphael Rodrigues - 1'02"94

100 Costas Fem - BRONZE - Fabiola Molina - 1'01"79

50 Borboleta Fem - BRONZE - Fabiola Molina - 27"75

100 Peito Masc - 4º - Henrique Barbosa - 1'02"98

100 Costas Fem - 5º - Fernanda Alvarenga - 1'05"10

200 Peito Fem - 9º - Tatiane Sakemi - 2'39"72

50 Borboleta Fem - Tatiana Lemos Barbosa - 29"67



Escrito por Rodrigo às 19h47
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Ano novo! Ouro novo! Ganhador velho!

Usar o adjetivo "velho" não significa nenhum tom depreciativo ou qualquer tentativa de fazer referência ao fato dela ser a atleta mais velha da nossa seleção, mas a natação brasileira começou muito bem em 2011!

Ainda na fase em que nossos atletas estão nos sofridos e intermináveis treinos de base, um grupo de nadadores brasileiros já está abocanhando medalhas na terra da Copa do Mundo de Futebol de 2010, no I International Invitational Swimming Meet 2011, que está rolando na Africa do Sul com a presença de alguns bons nadadores do mundo todo, como George Bovell, Randal Ball, Camaron VD Burgh e Kirsty Coventry.

E de quem seria a primeira medalha de ouro do Brasil? Claro! Dela! Fabiola Molina levou o ouro nos 50 costas com 28.50 e ainda inovou levando o bronze nos 50 livre com 26.83. Na verdade, para ser justo, o primeiro ouro veio com João Luis Junior nos 50 peito e seus 28.00.

Veja os resultados dos Brasileiros no primeiro dia:

50 peito Masc - OURO - João Luis Jr - 28"00

50 costas Fem - OURO - Fabiola Molina - 28"50 (recorde do campeonato)

200 livre Fem - PRATA - Tatiana Lemos Barbosa - 2'03"54

50 Livre Fem  PRATA - Tatiana Lemos Barbosa - 26" 20

400 medley Masc - BRONZE - Diogo Yabe - 4'29"26

50 Livre Fem - BRONZE - Fabiola Molina - 26"83

50 peito Masc - 4º - Henrique Barbosa - 28"76

200 peito Masc - 4º - Henrique Barbosa - 2'16"11

200 costas Fem - 4º Fernanda Alvarenga - 2'22"30

50 peito Masc - 5º - Raphael Rodrigues - 28"97

100 peito Fem - 5º - Tatiane Sakemi - 1'12"32

50 costas Fem - 5º - Fernanda Alvarenga - 30"42

200 peito Masc - 5º - Raphael Rodrigues - 2'21"04

50 borboleta Masc - 7º - Diogo Yabe - 25"50

 

 



Escrito por Rodrigo às 21h13
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Decisões desastradas

Queridos amigos do bar, antes de tudo, quero pedir desculpas pelo tempo que fiquei longe daqui. Sei que no mundo da tecnologia é praticamente um erro imperdoável. Não desisti do blog, pelo contrário, ainda tenho muitas ideias bacanas pra colocar em prática, por isso, peço que entendam esse período de "hibernação".

Por falar em erros imperdoáveis, essa semana, nossa querida CBDA cometeu um deles. Todo mundo já deve estar sabendo e comentando que a Confederação aceitará os tempos obtidos em 2009 para selecionar os atletas que participarão do Pan-Pacífico e do Torneio Quatro Nações. Uma coisa que sempre aconteceu, e não causaria nenhuma estranheza não fosse o fato de que os tão falados trajes de 2009 foram banidos e em 2010 os atletas não terão esse artifício.

Ainda não sabemos o quanto os trajes influenciavam no resultado. Já vi uma reportagem dizendo que reduziam o tempo cerca de 2%, o que é, na minha opinião, precipitado dizer. Primeiro porque compararam o melhor tempo dos atletas com tempos obtidos em 2010 em competições preparatórias, além disso, não levam em conta a evolução do atleta. Acho que nunca saberemos ao certo quanto os trajes influenciaram, mas o que sabemos certamente é que, não é justo comparar os resultados de 2009  com os de 2010.

A CBDA pisou feio na bola, deixando ainda mais árduo o trabalho de quem não tinha vaga na seleção brasileira e está apostando suas fichas nesse Maria Lenk pra conseguir sua vaguinha. O negócio é transformar a dificuldade em motivação. Não vai ser fácil, nem justo, mas é "o que tem pra hoje"...

Aliás, a 50ª edição do Maria Lenk já é marcada por uma sucessão de trapalhadas, a começar pela escolha da sede que, além de desagradar a maioria dos atletas e técnicos, fere o próprio regulamento da CBDA, que diz entre outras coisas, que o parque aquático que será sede do campeonato deve ter, obrigatoriamente, uma piscina auxiliar de 25 metros.

Critérios errados, piscina fora do regulamento... e a CBDA, apesar do esforço de tornar a natação mais profissional e mais visível em nosso país, ainda esbarra no amadorismo e na soberba de ignorar o "grito" dos atletas e técnicos, que são os caras que fazem a nossa natação de fato.

A partir de segunda-feira vamos ver o que a história vai escrever para esse Maria Lenk!



Escrito por Rodrigo às 09h22
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Pra sentir tristeza... e raiva!

No Post anterior defendi a idéia de termos o Campeonato Mundial de Natação de 2015 em São Paulo. No texto, disse que gostaria de ver a piscina do Constâncio Vaz Guimarães (Ibirapuera) reformada e sediando a competição mais importante do nosso esporte.

A Piscina do Ibirapuera, que é assim carinhosamente chamada, que é de responsabilidade do Governo Estadual de São Paulo, já foi palco de muitas competições importantes, nos diversos níveis do nosso esporte, desde os grandes festivais para não-federados, como o Torneio Joven Pan Kibon e Torneio Bob's, até os campeonatos nacionais e internacionais também.

Desde o final dos anos 80, quando comecei a participar de competições nessa piscina, já era nítida a necessidade de reforma do local. Os banheiros sempre foram péssimos, a piscina sempre com um ou outro azulejo solto, raias quebradas, balizas mal fixadas, sem contar o problema do aquecimento, quase sempre quebrado. Em Agosto de 2003 participei de uma das etapas do Circuito Paulista Master de Natação com a temperatura da água a 18º. Se não é a temperatura adequada para atletas da elite, o que dizer para os amadores e senhores da categoria master?

Fazia algum tempo que não ia à piscina do Constâncio Vaz Guimarães, mas imaginava que as coisas por lá não estavam melhores, mas também não imaginava que estava tão piores.

Hoje, levado pela curiosidade que me bateu desde o último post, fui até o Complexo Esportivo Constâncio Vaz Guimarães. Conversando com funcionários do Complexo Esportivo, que também mostram-se indignados com a situação, descobri que a piscina está fechada para reforma há mais de 1 ano. Todas as atividades foram canceladas e a reforma mesmo, até agora, nada! As duas piscinas (a olímpica e a de saltos) estão quase vazias e a pouca água que resta nelas está preta! Não há nenhum sinal de obras no local, o mato cresce para todo lado, a sujeira também! O parque aquático está em completo abandono!

A Cidade de São Paulo é a 3ª maior economia do nosso pais, só perde para a própria nação e para o Estado de São Paulo, ou seja, somos uma cidade que tem poder econômico superior a todos os estados brasileiros. Só por saber essa informação, seria impossível imaginar que o Complexo Esportivo mais importante da nossa cidade, se não for do nosso Estado, está jogado ao descaso dos nossos governantes.

Não duvido que ano que vem, ano de eleição, a piscina reapareça maquiada, com direito a inauguração e rompimento de faixa pelos nossos ilustres políticos, mas o problema é muito mais embaixo. A piscina está péssima! Os azulejos quebrados e sujos, o encanamento completamente comprometido, as arquibancadas um lixo, os banheiros piores possíveis, o placar eletrônico destruido, sem contar o sistema de aquecimento, completamente ultrapassado e falho. Uma pequena reforminha não resolveria em nada, só mascararia um problema que se arrasta há pelo menos duas décadas. O Ibirapuera precisa de uma grande reforma, uma grande modernização, coisa que eu não acredito que nossos políticos sejam capazes e estejam comprometidos a fazer.

Acredito que muitos dos que leem esse blog tiveram o prazer de competir nessa piscina. Acredito que ao verem as fotos abaixo vocês sintam a mesma tristeza e indignação que senti, que vocês percebam que essa piscina, que já foi palco de tantos sonhos, de tantas realizações, hoje está esquecida, abandonada pelos nossos governantes.

Espero que nós, como nadadores, ex-nadadores e amantes do nosso esporte, nos lembremos bem do Sr. Claury Santos Alves da Silva, secretário do Esporte, Lazer e Turismo do Estado de São Paulo, e do ilustre governador José Serra nas próximas eleições. Vamos lembrá-los com o mesmo carinho e boa vontade com a qual eles veem cuidando da piscina PÚBLICA mais importante do Estado de São Paulo.

Vista da piscina olímpica...

...e da piscina de saltos!

Essa é a cor da pouca água que resta dentro das piscinas!

Os azulejos que não estão quebrados, estão imundos!

"Da medo de passar pelo saguão que cruza as piscinas, por causa dos vazamentos e infiltrações. Tenho medo que tudo isso arrebente!" Fala de um dos seguranças do local.

Foto tirada pelo "janela subaquática" da piscina de saltos. Tirei a foto e sai correndo com medo que aquilo tudo caisse na minha cabeça!

A arquibancada suja e cheia de mato...

...só não está pior do que o Placar Eletrônico, em completa ruina!

 



Escrito por Rodrigo às 12h42
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Por que não São Paulo?

São Paulo é o estado com maior número de nadadores federados. Em São Paulo estão também a maioria das principais equipes de natação do Brasil e é também onde treina a maior parte dos atletas da seleção brasileira. É o estado dos dois maiores medalhistas olímpicos da nossa natação, Gustavo Borges e César Cielo, não é apenas onde nasceram, mas aonde foram formados como atletas. São Paulo é uma cidade grande, a maior do Brasil, tem boa rede hoteleira, é um centro cultural e comercial dos mais importantes do mundo. Apesar disso tudo, São Paulo nunca foi cogitado para realizar um evento internacional de natação. E eu pergunto: por que?

Veja bem! Esse texto não trata-se de uma defesa bairrista, na verdade vocês não acham justo que a cidade que mais tem contribuido com a evolução da nossa natação fosse merecedora de receber um grande evento da natação mundial?

Essa semana Coaracy Nunes anunciou que deve trazer o Mundial de Natação de 2015 para o Brasil e, mais uma vez, para o Rio. A cidade que já está envolvida com os dois maiores eventos esportivos do mundo, a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, receberia mais um grande evento. Até ai, nada contra! Mas não acho correto com o restante do país e muito menos com o Rio que já vai ter coisa demais com o que se preocupar.

Por que não trazer o Mundial para São Paulo? Por que o "Faraó da Natação Brasileira" não dá uma olhadinha de lado de vez em quando e olha para o estado que mais tem trabalhado para o crescimento da natação. Mais uma vez repito, não trata-se de pura defesa do meu estado e cidade, trata-se de ser justo com aqueles que tem trabalhado duro. Outros estados também tem feito muito bem pela natação, mas olhem com atenção: Minas já recebe a Copa do mundo, Paraná a Copa Mercosul, o Rio nem precisamos comentar, e São Paulo? Que grande evento de natação já sediou a cidade onde treinam Felipe França, Gabriella Silva, Flávia Dellaroli, Nicholas Santos, Gabriel Mangabeira e cia?

Já imagino uma piscina temporária montada no ginásio do Ibirapuera, ou melhor ainda, uma reforma total na piscina do Constâncio Vaz Guimarães, o que seria um grande benefício para uma piscina que já viu nascer tantos nomes importantes da nossa natação e hoje está cheia de problemas e com equipamentos muito ultrapassados.  Enfim, fosse de um jeito ou de outro, acho que São Paulo merece essa oportunidade. Acho que os dirigentes esportivos precisam lembrar que o Brasil é formado por 27 estados e todos merecem o direito de mostrar para o mundo que, de sua maneira, também tem sua beleza e importância!

 



Escrito por Rodrigo às 18h08
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Que droga!

Fui atleta de natação e nunca fui federado. Não participei de campeonatos paulistas ou brasileiros. Apenas nadei Projeto Nadar, Bobs, Jovem Pan Kibon, enfim... bons - e fortes - campeonatos para nadadores não-federados. Depois, por volta dos 21 anos, descobri a natação master e dela, mesmo quase sempre ausente, faço parte e pretendo fazer até ficar bem velhinho... mas bem velhinho mesmo, porque este barman aqui pretende viver a experiência de ter três digitos na idade... rsrs.

Comecei a nadar competitivamente em 1990 e desde aquela época, mesmo nas competições para não-federados, já ouvia muitos comentários do tipo "fulano usa bomba", "Ah! Você viu a melhora de ciclano? Ele continua nadando tudo errado, mas tá forte e fez um tempaço nos 50 livre...", quando cheguei na natação master fui realmente com o espírito que o esporte nessa categoria prega "saúde, amizade, lazer"... e eu encontrei tudo isso, mas também um ambiente muito competitivo e, pra NÃO variar, muitos comentários a cerca de "bombas, super-suplementos", etc... , aliás, coisas que ouvia até em balizamento, receitas fantásticas pra se tornar um "super-atleta-master".

Essa semana tivemos mais um anúncio de caso de doping na natação do Brasil, por isso, toda essa história veio à tona na minha cabeça. Doping é um problema no esporte de alto nível, mas na minha opinião é um grande problema, uma EPIDEMIA, no esporte amador. Infelizmente, há gente que quer vencer, e que não tem entre seus principios valores como ética, lealdade, saúde, etc... custe o que custar querem chegar na frente e a fiscalização de doping nem passa perto desses atletas, o que vira um ambiente propício para a trapaça! Por isso que, na minha modesta opinião, acho que a venda de esteróides tem que ser tratada como venda de drogas, assim como vender e consumir cocaina, maconha, ou seja lá qual for a droga, dá cadeia (ou pelo menos deveria dar), qualquer envolvido com esteróide (seja quem facilita, ou quem usa, ou quem importa, repassa) tem que ir para CADEIA! Nunca vamos conseguir exterminar o doping pelo lado do atleta, porque sempre existirão os "espertões" que buscarão os atalhos para realizar seus sonhos, por isso, acho que é hora de atacar o outro lado. É hora de procurar os criminosos que se escondem nas academias e clubes sempre com uma sugestão incrível e uma "poção mágica" para oferecer. Se conscientizar quem procura o doping é algo que beira o impossível, então o que deve e pode ser feito é acabar com quem facilita e ganha a vida com isso.

Um recado para os atletas bombados!

Para finalizar esse post eu queria deixar um recado para os atletas que leem esse blog:

Se por algum dia passou pela sua cabeça usar qualquer tipo de substância ilegal, ou pior ainda, se nesse momento você está fazendo uso dessa substância, preciso te avisar que você nunca vai conseguir convencer ninguém!

É fato! Os caras que nadam do seu lado, os técnicos das outras equipes, os pais dos outros atletas, sacam a sua trapaça! Você acha que consegue disfarçá-la, chamando de "treinos mais puxados", "pegando pesado na musculação", "terapia super inovadora e cara que eu tô fazendo com um médico americano", mas quem vive o esporte sabe identificar de longe o picareta, o bombado! E você não tem o respeito dessas pessoas, pelo contrário, você vira comentário das rodinhas de nadadores, mas nunca comentários positivos. As pessoas desdenham dos seus feitos, duvidam de qualquer resultado seu. Se havia algum traço de talento e esforço nos seus resultados, tudo se apaga, e vira efeito da bomba! Ah! E não pense que esses comentários se apagam depois que você resolver encerrar sua carreira "vitoriosa". Você sempre será lembrado como "o cara que tomava bomba". Os anos vão passar e você vai olhar pra suas medalhas e o que será que vai sentir? Orgulho ou vergonha!?

Conquistei muito pouco na natação. Óbvio que tinha sonhos muito maiores. Não realizei! Mas tudo que fiz, todas as medalhas que ganhei e tempos que alcancei são limpos. Hoje, um nadador master em hibernação, olho para as minhas medalhas e só lembro de coisas boas, lembro das comemorações, dos dias de treinos com os amigos, das viagens, da alegria do meu técnico e família. São meus resultados, conquistados com as pernas, braços e talento que Deus me deu e com o máximo do esforço que eu pude fazer.

 E você? Que tipo de recordação pretende levar? Que tipo de imagem pretende deixar para as pessoas lembrarem de você no futuro?

 



Escrito por Rodrigo às 13h48
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Que bela geração vem por ai!

Estou assistindo à última etapa do Troféu Chico Piscina e me dá uma grande satisfação ver essa geração de nadadores Infantil/Juvenil do Brasil. Além de excelentes resultados que eles tem  obtido na competição, é possível ver que são nadadores que ainda podem melhorar muito  tanto técnica como fisicamente.  Temos um futuro muito promissor!

A competição ainda não acabou, mas não dá pra deixar de falar de alguns destaques que nos enchem de esperança, como o tempaço da MAYARA NASCIMENTO nos 100 peito INFANTIL, com 1'12"44. E o que falar da gigante ALESSANDRA MARCHIORO? Essa menina tem muito o que melhorar tecnicamente pra poder aproveitar ainda mais toda essa altura que ela tem. Sem contar o garoto que quebrou o recorde do Cielo, o mineiro ALEXANDRE GRACZYK. e olha que mesmo com o tempaço dele nos 100 livre, só conseguiu o 6º melhor índice técnico, porque outro mineiro, GIULIANO CARER ROCCO, levou os 4 melhores índices no juvenil masculino. Há ainda muitos outros nomes como JULIA GEROTTO, nadadora do Paineiras, que nada dos 100 borboleta aos 400 livre muito bem e já tem tempo de gente grande!

Realmente, se desejamos ver muitos nadadores brasileiros brilhando nas Olimpiadas de 2016, com certeza estamos no caminho certo!



Escrito por Rodrigo às 10h29
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Meu perfil





BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Esportes, Informática e Internet



Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 Bestswimming
 Swim It Up
 Raia Quatro News
 Epichurus
 UOL - O melhor conteúdo